Saúde 4.0: o que tem a oferecer?

Publicado por IDE Cursos em 29 de junho de 2018
Categorias:
Saúde 4.0: o que tem a oferecer?

A chamada Quarta Revolução Industrial extrapolou os limites do chão de fábrica, promovendo as automações e a transformação digital em empresas de diversos setores, inclusive, da saúde. Nesse cenário, a saúde 4.0 ganha força e se coloca como uma tendência de revolução no cuidado ao paciente.

Assim como ocorreu nas revoluções anteriores, além dos impactos tecnológicos, a sociedade será profundamente transformada pela saúde digital, uma vez que seus produtos não ficarão limitados ao interior dos hospitais e clínicas, mas chegarão ao dia a dia dos pacientes, dando a eles maior autonomia no cuidado com sua saúde.

Além disso, trata-se de um conceito amplo, que promete dar mais destaque à prevenção e ao bem-estar, fortalecendo a máxima de que “é melhor prevenir do que remediar”. Por isso, se você quer saber, afinal, o que é saúde 4.0, como ela funciona e o que toda essa integração com a tecnologia tem a oferecer, não deixe de ler este post!

O que é Saúde 4.0?

O termo surgiu da Quarta Revolução Industrial e, em um conceito amplo, significa a associação da saúde à tecnologia, abrangendo a integração dos processos de automação de hospitais, a interconectividade entre máquinas e comandos, e uma maior autonomia dos pacientes sobre sua saúde.

Se a terceira revolução foi marcada pela computação e automação, a quarta traz a ideia de colaboração, envolvendo, essencialmente, dois conceitos: computação em nuvem e Internet das Coisas.

Como funciona?

A partir desse novo conceito, o paciente ganha autonomia, deixando de ter um papel passivo no monitoramento de sua saúde. Por meio de smartphones, wearables (gadgets vestíveis) e aplicativos, entre outras tecnologias, a saúde digital promove uma transformação social.

A saúde 4.0 procura reforçar e aprimorar a prevenção e o bem-estar. Envolve uma visão multidisciplinar e global do paciente, indo além da medicina e abrangendo todas as áreas e profissionais da saúde.

Além disso, a digitalização das informações e a integração dos processos, ou seja, centralização de todos os dados médicos em uma única plataforma, tem como objetivo final a segurança do paciente e de todos os envolvidos — médicos, enfermeiros, funcionários e outros.

Como se dá a sua interface com a tecnologia?

Hoje, a tecnologia é uma realidade nas instituições de saúde e, seja pelos diagnósticos mais eficientes e velozes, seja pela realização de procedimentos mais seguros, ela é fundamental para a segurança, bem-estar e atendimento do paciente.

Podemos citar algumas inovações que já fazem parte do dia a dia da nossa saúde, e outras que são tendências para um futuro não muito distante. Veja quais são elas:

Digitalização de dados

Os prontuários eletrônicos já são uma realidade em hospitais, clínicas e até mesmo consultórios. Trata-se de um sistema de registro médico digital padronizado, que permite que todas as informações sobre o paciente fiquem armazenadas em um só lugar, podendo ser acessado apenas por pessoas autorizadas, garantindo a segurança e privacidade dele.

A digitalização de dados na saúde agiliza consultas, aumenta a produtividade, melhora a qualidade do atendimento, garante diagnósticos mais rápidos e efetivos, além de fazer a diferença em situações de emergência. Ademais, reúne histórico de internações, resultados de exames, receitas, indicações médicas, medicações administradas etc.

Outra vantagem do prontuário eletrônico é a possibilidade de congregar informações entre diversas áreas da Saúde, como fisioterapia, nutrição e psicologia, possibilitando ao paciente um atendimento integrado e multidisciplinar.

Computação em nuvem

Permite aos profissionais acessarem o prontuário eletrônico de qualquer lugar, desde que haja conexão com a Internet. Dessa maneira, não apenas o atendimento e diagnóstico se tornam mais rápidos e mais efetivos em casos de emergência, como a amplitude do serviço de saúde é aumentada, podendo chegar a pacientes que antes não tinham acesso — telemedicina.

Pacientes de áreas remotas podem ter acesso a exames especializados, que são laudados a distância por especialistas, além de haver redução de custo operacional, que tem como resultado um aumento da oferta do serviço, especialmente, por clínicas menores, beneficiando a população.

Vale ressaltar também a segurança e integridade dos dados armazenados, muitas vezes protegidos por criptografia e automaticamente salvos por mecanismos de backup.

Internet das Coisas

Trata-se da conexão de objetos com a Internet. Na saúde, seu potencial é enorme, indo desde o monitoramento remoto de pacientes à melhora da produtividade e qualidade de atendimento de um hospital.

As possibilidades de monitoramento são inúmeras e envolvem sensores vestíveis (wearables) que controlam sinais vitais, pressão, açúcar, oximetria, entre outros aspectos, transmitindo resultados em tempo real. Além disso, podem atuar no rastreamento de ativos médicos, tais como macas, bombas de infusão e equipamentos portáteis, facilitando sua localização e manutenção.

Em um futuro não tão distante, a associação de dados colhidos dos sensores com o mapeamento genético vai levar a medicina a um nível de personalização em que os medicamentos serão enviados aos pacientes com dosagem e identificação específicas.

Integração dos processos

A integração dos diversos processos envolvidos no atendimento ao paciente — desde o agendamento de consultas à prescrição de tratamentos — garante agilidade ao fluxo operacional, seja em consultórios e clínicas, seja em hospitais.

Atualmente, estão disponíveis os mais diversos softwares que facilitam o acesso a prontuários, diagnósticos de doenças e o compartilhamento de resultados de exames.

Neste sentido, um sistema de gestão de imagens radiológicas, por exemplo, especialmente quando integrado a outros sistemas clínicos, representa uma melhora substancial no gerenciamento de recursos administrativos na área de saúde.

Big Data

É um conjunto de informações extraídas de um grande volume de dados, com o intuito de identificar características semelhantes entre pessoas de um grupo.

Na saúde, isso se traduz em previsão de diagnósticos e redução de custos de pesquisa. É possível identificar sintomas e características em comum em um grupo de pacientes com quadro semelhante, possibilitando traçar um perfil e prever complicações ou monitorar a efetividade de tratamentos.

Como vimos até aqui, a tecnologia surge para ampliar as possibilidades de cuidado e promover um atendimento mais eficiente, por meio das diversas inovações, como a computação em nuvem, digitalização das informações e integração dos processos, Internet das Coisas e Big Data.

A saúde 4.0 vêm revolucionando o cuidado com o paciente ao trazer os procedimentos para fora dos hospitais e clínicas, e levá-los para a rotina dos pacientes, em suas casas e trabalhos, seja pelo monitoramento remoto promovido pelos wearables, seja pelos smartphones, que, em um futuro próximo, poderão realizar exames de imagem, como ultrassonografias.

Se você gostou do nosso artigo e se interessa pelo assunto, não deixe de ler também sobre o impacto da tecnologia na rotina dos profissionais de saúde.

Posts relacionados