Enfermagem obstétrica: descubra agora como trabalhar nessa área!

Publicado por em 19 de outubro de 2018
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Enfermagem obstétrica: descubra agora como trabalhar nessa área!

A enfermagem obstétrica, diferentemente do que muitos pensam, não atua apenas da gestação ao nascimento de bebês. O acompanhamento das mulheres após essa fase é o ponto que mais se destaca, já que elas passam por mudanças no corpo e suas emoções ficam mais afloradas.

A seguir, vamos descobrir como o enfermeiro obstetra trabalha, disponibilizando seus cuidados para a mulher em diversas fases de sua vida. Falaremos, também, sobre a formação necessária e as oportunidades do mercado para quem quer se dedicar à carreira obstétrica. Vamos lá?

Quem é o enfermeiro obstetra?

Os enfermeiros obstetras são aqueles que, após a graduação, optaram por uma especialização em Obstetrícia. Durante essa pós-graduação, são cursadas disciplinas que abordam a saúde da mulher não apenas durante o parto.

O profissional participa tanto do planejamento familiar quanto do pós-parto, informando e direcionando suas ações à promoção de cuidados entre aquelas que pretendem ser mães ou as que não têm esse desejo e querem evitar a gravidez. Nesse último caso, pode-se optar por intervenções cirúrgicas e pelo uso de medicamentos, como as pílulas anticoncepcionais.

A importância do enfermeiro é a de orientar, com a promoção de todos os cuidados necessários. Ele também participa dos partos de forma atuante, sejam cesáreas ou normais de baixo risco.

O profissional realiza exames e presta assistência à equipe médica, tendo uma formação mais ampla do que a do Obstetra (profissional formado em Obstetrícia, sendo que existe apenas um curso do Brasil na área, oferecido pela USP, na cidade de São Paulo).

Portanto, o enfermeiro obstetra é capacitado para atuar em UTIs, prontos-socorros, clínicas médicas e postos de atendimento à população.

O que inclui a formação em enfermagem obstétrica?

Como vimos, a obstetrícia é uma especialidade da enfermagem, obtida por meio de uma pós-graduação. Durante esse período, o enfermeiro aprende sobre tudo o que inclui o cuidado com a mulher e seu corpo.

Seu atendimento deve ser humanizado e prezar pelo bem-estar das pacientes. Muitas vezes, elas estão em situações vulneráveis e têm pouca informação sobre seus quadros de saúde ou, até mesmo, desconhecem os cuidados básicos de que necessitam.

Por isso, além dos conhecimentos técnicos, a formação inclui a humanização das relações e o trabalho psicológico para lidar com situações adversas que possam surgir, como:

  • pacientes com doenças graves;
  • mães que perdem seus bebês no parto;
  • casos de depressão pós-parto;
  • casos de violência sexual, que necessitam de atenção especial, acolhimento e empatia.

Como o profissional atua?

Com o conhecimento científico adquirido, o profissional tem preparo para analisar criticamente a situação da paciente. Assim, ele pode investigar possíveis problemas de saúde tanto nela quanto em seu filho.

Em parceria com a equipe de saúde multiprofissional de clínicas e hospitais, é responsável por diagnósticos e tratamentos que incluem a parte fisiológica e psicossocial da mulher. Dessa forma, a valorização da vida e do bem-estar da família é fundamental (e vai além do domínio técnico-científico).

O termo utilizado mais recentemente é “enfermagem perinatal”. Os profissionais vêm se diferenciando e especializando, destituindo-se da imagem de parteiras e de outras práticas que eram utilizadas anos antes da medicina e da obstetrícia evoluírem até o ponto onde se encontram hoje.

As intervenções cirúrgicas não eram comuns, ao passo que o uso de medicações para dores ao dar à luz era praticamente inexistente. As mulheres tinham seus filhos em casa e não contavam com quase nenhuma assistência em casos de intercorrência, o que gerava muitas mortes precoces e perdas de bebês.

Maior conforto para o parto

A obstetrícia trouxe a possibilidade de amenizar e resolver problemas na hora do parto. O acompanhamento durante a gestação tornou-se fundamental e comum, como hoje vivenciamos.

Quando há um parto natural, sem a necessidade de intervenções cirúrgicas, o enfermeiro obstetra é habilitado para conduzi-lo. O profissional verifica as contrações, examinando a gestante e acompanhando a dilatação até o nascimento do bebê.

Seus conhecimentos são de extrema importância, pois, caso haja quaisquer alterações indesejadas, a equipe médica é acionada para um atendimento de emergência.

Assim como no planejamento e no parto, os cuidados da enfermagem obstétrica são necessários no pós-parto. Dessa forma, a paciente terá consciência e realizará tudo o que for necessário para sua saúde e a de seu filho até que seu organismo se recupere.

O que esperar dos cursos e aperfeiçoamentos na área?

Desmistificada a imagem que se tem do enfermeiro obstetra como o profissional que atua apenas no período que vai da gravidez ao parto, a oferta de cursos de especialização em obstetrícia aumenta a cada dia. Os profissionais são capacitados, qualificados e atualizados para que proporcionem assistência integral à mulher em diversas fases de sua vida.

Fazer uma pós-graduação em enfermagem diferencia o profissional no mercado e abre um maior leque de oportunidades. Porém, é preciso estar sempre atualizado na área, ler bastante e participar de cursos, congressos, palestras, seminários etc.

O diferencial dos cursos atuais é promover aulas práticas e experiência do dia a dia dessa profissão. Cursos que levam em conta a formação global do especialista, para que ele possa dar assistência de qualidade, considerando a fisiologia da mulher junto à sua saúde mental.

Como é o mercado para os enfermeiros especialistas em obstetrícia?

O mercado tem muitas vagas para esses profissionais, mas a concorrência também é grande. Portanto, é necessário se especializar e reforçar os estudos na área pretendida.

Os cursos de especialização e as residências em enfermagem são ideais para aqueles que estão começando a carreira. Assim, é possível aprender mais e se diferenciar dos demais, por meio de experiência e prática na função.

Nesse período, o aluno experimenta o que vivenciará ao longo de sua atuação como enfermeiro obstetra, assiste a partos, tem contato com as pacientes, escuta suas queixas e aprende a tomar decisões para aliviar dores (físicas e psicológicas) com os cuidados prestados.

A boa notícia é que, com os programas de incentivo ao parto normal do Ministério da Saúde, o mercado para enfermeiros obstetras está aquecido. A remuneração depende do local de trabalho, mas a média salarial de um profissional da área é R$3.718,80, segundo o site de empregos Catho.

Como vimos, a enfermagem obstétrica é uma área de ampla atuação e fundamental à saúde da mulher. Além disso, o mercado vem oferecendo oportunidades interessantes aos profissionais especializados.

Ficou animado? Que tal dar uma alavancada na carreira agora mesmo? Para saber como escolher a melhor especialização, baixe nosso guia completo sobre as opções na área de saúde!

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