Artigo | Mulher, Maternidade e Sistema Prisional

Publicado por IDE Cursos em 27 de junho de 2018
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Sabia que o Brasil está em 5º lugar no ranking mundial com maior população prisional feminina, de acordo com o Infopen Mulheres? E que entre os anos 2000 e 2014 houve um aumento de mais de 500% de mulheres ocasionando na superlotação do cárcere feminino? Diante dessa realidade, como se adequa a maternidade no sistema penitenciário brasileiro?

Ainda que existam leis que assegurem direitos importantes à população feminina nas penitenciárias, como a instalação de berçários e garantia do aleitamento materno, a experiência da maternidade dentro da prisão se torna limitada. É o que aborda o artigo Preso no corpo de uma presa: Reflexões acerca da maternidade encarcerada, de Nívia Conceição Monteiro da Silva Novacosque (pós-graduada pelo IDE em Enfermagem em Saúde da Mulher).

O aprisionamento feminino ainda precisa de mais discussões no âmbito da segurança pública, bem como pesquisas que também envolvam a questão da maternidade e presença de bebês e crianças nesses ambientes. Este artigo é um passo para isso.

RESUMO

Este estudo teve como objetivo conhecer os sentidos da prisão e da maternidade identificando as necessidades e problemas para a mulher exercer a maternidade no sistema prisional. Foi realizada uma revisão sistemática em bases de dados de artigos publicados entre 2011 e 2016, sobre a maternidade no cárcere. Os resultados evidenciaram a coexistência de estudos que vincularam ideais conservadores, associados à maternidade, e daqueles que problematizaram a diferença entre a versão ideológica da maternidade e a série de perdas e problemas que compõem a vida real das mulheres privadas de liberdade. Os processos da prisão e maternidade se entrelaçam em uma teia de sentimento de culpa, dor, arrependimento e tristeza. Contudo, faz-se necessário identificar o potencial papel social e emocional da maternidade na prisão enquanto estratégia de sensibilização para mudanças comportamentais dessas mulheres.

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