Conheça as rotinas de 6 profissionais com especialização médica!

Publicado por IDE Cursos em 27 de abril de 2018
Categorias:
Conheça as rotinas de 6 profissionais com especialização médica!

Quando decidem seguir carreira na área da saúde, milhões de pessoas passam a arcar com a responsabilidade de cuidar do próximo tão bem quanto a si mesmo.

O campo profissional é extremamente vasto. O conhecimento? Interminável, pode-se assim dizer. E que tal, realmente, ampliá-lo? A especialização médica, nesse caso, é uma possibilidade de diferenciá-lo positivamente no mercado de trabalho. Além de crescer na carreira, você também poderá garantir um salário melhor.

Quer saber mais sobre o assunto e conhecer a rotina de algumas das principais especialidades? Então continue a leitura e confira!

Panorama geral

Uma reportagem publicada pela Revista Galileu, em agosto de 2017, revela um panorama geral sobre a pós-graduação no Brasil. No país, a título de curiosidade, há 7,6 profissionais com doutorado concluído para cada 100 mil habitantes — as informações são da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Há uma crescente, conforme a publicação, no número de ofertas de pós-graduação a nível nacional. O número de cursos de mestrado e doutorado cresceu mais de 50% em 15 anos, informou a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): eram 1.439 programas em 2000; já em 2015, 3.905.

Oportunidade de transformação

Pensando no assunto, mas de maneira estritamente relacionada à área da saúde, alunos de uma disciplina de pós-graduação na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), fizeram uma pesquisa interessante, em 2014, tendo publicado um artigo logo na sequência.

Os pesquisadores entrevistaram 20 pessoas dos programas de Nutrição e Saúde Pública (13 mestrandos e 7 doutorandos) e concluíram que “apesar da pós-graduação ter como princípio e objetivo principal a formação para atuação na vida acadêmica, ela é considerada como oportunidade de transformação e de grande contribuição ao aprimoramento profissional”.

Rotina após especialização médica

Mas, afinal de contas, como é a rotina de profissionais com especialização médica? Confira 6 exemplos a seguir:

1. Cardiologista

Na pós-graduação em cardiologia, de modo geral, o médico desenvolverá conhecimentos teóricos e práticos a respeito do aparelho cardiovascular, conhecendo aspectos fisiológicos normais e também os patológicos. Em geral, o tempo de estudos pode durar até dois anos.

O especialista terá chances de trabalhar tanto em uma clínica própria quanto em hospitais — públicos ou particulares. Especializado no sistema cardiovascular, diagnosticará doenças e indicará tratamentos adequados. Entre as patologias comuns, estão a hipertensão, insuficiência cardíaca, hipotensão, arritmia cardíaca, infarto e sopro.

2. Médico de urgência/emergência

Se você é formado em medicina e gosta de trabalhar sob adrenalina, uma boa alternativa seria se especializar com o objetivo de tornar-se um médico de urgência e emergência.

Esse tipo de atendimento demanda, sobretudo, controle de estresse e agilidade de raciocínio devido à necessidade de pronto-socorro. Isso porque, em geral, o profissional terá de lidar com circunstâncias de vida ou morte, caracterizadas quase sempre por uma corrida contra o relógio.

A atenção do médico, na maioria das vezes, será com doenças e/ou lesões agudas, podendo ser necessário o encaminhamento de pacientes de risco a serviços de maior complexidade, geralmente por meio da central de regulação.

Numa reportagem veiculada em 2015 pelo programa Fantástico, da Rede Globo, um profissional chega a dizer que “em um dia comum do emergencista ele encontra 10, 20 pessoas que estão no pior dia de suas vidas”. Por outro lado, um outro médico descreve que “não tem dinheiro que pague trazer uma vida de volta”. E, como citado recorrentemente nessa entrevista, “o emergencista não desiste enquanto ainda há um fio de esperança”.

Em outubro de 2015, inclusive, a especialidade de emergencista foi reconhecida de maneira oficial pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

3. Clínica Médica

Ao optar pela Clínica Médica como especialização, o profissional terá pela frente a atenção básica de saúde, a nível ambulatorial, assim como a medicina interna (visita a pacientes internados). Em maio do ano passado, um total de 35 mil clínicos estavam registrados pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM).

Segundo artigo publicado no site da empresa PEBMED, “o clínico é hoje o profissional com maior campo de trabalho”, estando habilitado a atender diferentes tipos de doenças e tendo a oportunidade de trabalhar em diferentes instituições, sejam públicas ou particulares. A pós-graduação pode ser concluída, em média, em um ano e meio.

4. Nutrólogo esportivo

Uma especialização em alta atualmente é destinada àqueles que desejam ser nutrólogos esportivos. Antes de tudo, muitas pessoas tendem a questionar a diferença entre os nutrólogos e os nutricionistas. A resposta está na formação acadêmica de cada um dos profissionais.

Para ser nutricionista, é preciso graduar-se em nutrição. Já os nutrólogos são formados em medicina e especializam-se na área de nutrição, com a ressalva de que podem receitar remédios para diversos problemas nutricionais.

No que se refere à nutrologia esportiva, há associação de conhecimentos com a educação física e a fisiologia esportiva. O médico especializado nessa área estará à frente das orientações alimentares para praticantes de atividades físicas e modalidades esportivas, conforme suas respectivas intensidades.

O nutrólogo esportivo será o profissional responsável por recomendar algum tipo de suplementação para o atleta profissional ou amador, visando sempre melhorias no rendimento. É ele quem saberá as doses, horários corretos, o tipo de produto e misturas para, então, chegar a bons resultados, levando em conta as especificidades de cada pessoa.

Atualmente, trata-se de um profissional extremamente importante, levando em conta a quantidade de dicas e posts na internet sobre suplementos, que podem ser perigosos se não respeitadas as individualidades. Os nutrólogos, que podem trabalhar em conjunto de ortopedistas e fisioterapeutas, realizam sobretudo exames hormonais e metabólicos, para identificar as características dos atletas que atendem.

5. Neuropsicologia clínica

Você já ouviu falar da especialização em neuropsicologia clínica? Essa, por sua vez, é destinada a médicos e psicólogos, como também a terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos.

Quando capacitados, os profissionais tornam-se aptos a realizar a avaliação neuropsicológica de pacientes com possíveis danos nas funções cognitivas. Também são capazes de dar apoio no diagnóstico e no planejamento da reabilitação.

Nesse segmento, há ainda a possibilidade de seguir para a área de pesquisa clínica e, consequentemente, produção de conhecimento.

6. Cyberterapia

Para aqueles que possuem certa afinidade com games e tecnologia, já imaginou aliar isso à saúde? É o que acontece quando falamos de Cyberterapia, uma especialização multiprofissional, que pode ser buscada por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, profissionais de educação física, fonoaudiólogos, enfermeiros, programadores e demais interessados na área.

Com a capacitação, o especialista passa a ter condição de reabilitar, prevenir e estimular a promoção à saúde por meio da ajuda da tecnologia dos games, simuladores virtuais, aplicativos, entre outros itens. A cyberterapia pode ser aplicada numa infinidade de espaços, como consultórios, centros de reabilitação, hospitais, escolas e empresas.

Em 2015, por exemplo, um pesquisador americano chamado Adam Gazzaley jogou três games em um período de dois meses, a fim de mostrar que eles poderiam ser eficazes clinicamente, tanto quanto remédios.

No projeto, denominado Neuroman, ele viajou no mundo de Meditrain (game que melhora níveis cognitivos e de atenção, por meio de meditação); Rythmicity (game que tenta que a pessoa torne-se mais rítmica, aumentando a coerência entre certas áreas do cérebro); e Body Brain Trainer, que melhora a condição física e cognitiva por captura de movimentos.

Ao final da proposta, para se ter uma ideia, ele alcançou resultados compatíveis ao de um jovem de 20 anos.

E agora, pronto para se especializar?

E então, se identificou com alguma das especializações médicas deste artigo? É realmente fundamental pesquisar sobre a rotina. Assim, você corre menos risco de decidir estudar ou trabalhar com aquilo que não gosta de verdade, não é mesmo?

A escolha, quando feita a partir de uma série de indicativos, tem menos chances de dar errado. Não basta apenas considerar um possível aumento de salário, certo? É preciso acompanhar as tendências do mercado, conhecer bem a instituição de ensino em que vai estudar e, sobretudo, tratar a pós-graduação como um investimento, não como um gasto.

Agora que você já conhece algumas opções de especialização médica, já pode entrar em contato com o Instituto de Desenvolvimento Educacional. A instituição oferece uma série de possibilidades de pós-graduação — inclusive as citadas no texto! Para conferir, acesse o nosso site.

Posts relacionados