5 dúvidas comuns sobre a carreira de fisioterapia neurofuncional

Publicado por em 13 de outubro de 2018
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5 dúvidas comuns sobre a carreira de fisioterapia neurofuncional

A fisioterapia neurofuncional tem como objetivo retardar, manter, readaptar e curar problemas de origem neural. Para isso, o profissional precisa se especializar em fisioterapia neurofuncional e conhecer um pouco mais a fundo sobre as reais necessidades dos pacientes.

Muitas doenças atingem diretamente o cérebro, destruindo os neurônios — parte essencial do sistema nervoso para transmitir informações — e, assim, prejudicando diversas áreas das nossas vidas, especialmente os movimentos. Lembrando que são patologias que podem acometer pessoas de qualquer idade. Por isso, o conhecimento em fisioterapia neurofuncional é fundamental para realizar o tratamento da forma adequada.

Essa é uma especialização muito requerida na área de fisioterapia. De acordo com alguns dados, 6% das pessoas com mais de 60 anos sofrem de alguma dessas doenças, sendo a mais comum a doença de Alzheimer.

Com o avanço do envelhecimento populacional, a necessidade desse tipo de profissional cresce ainda mais. Uma pesquisa já mostrou que o envelhecimento populacional avançou em 16% em apenas 4 anos. Pessoas com mais de 60 anos já representam mais de 14% dos brasileiros.

Assim, fica clara a necessidade desse profissional especializado no mercado, pois a tendência é que tenhamos ainda mais pessoas apresentando as doenças neurodegenerativas e, por sua vez, precisando de fisioterapeuta especialista.

Interessou-se pela carreira? Então, tire as suas principais dúvidas sobre o assunto na lista que fizemos abaixo!

1. Quais as patologias atendidas por essa especialidade?

Há um grande número de doenças neurológicas que precisam do tratamento fisioterapêutico em uma abordagem multidisciplinar. Assim, a fisioterapia neurofuncional visa ao atendimento de pessoas de todas as idades que possuam algum tipo de comprometimento motor causado por problemas de origem neurológica.

Tenha como exemplo os comprometimentos motores na Esclerose Múltipla. Nessa doença, o próprio corpo ataca o sistema nervoso central e, por causa disso, a passagem de informações para as fibras musculares fica comprometida. Assim, quem tem essa patologia precisa de fisioterapia constante, até os últimos estágios, para retardar a progressão da patologia.

2. Qual o objetivo do fisioterapeuta?

Muitas das patologias neurológicas ainda não têm cura, como o Alzheimer, o Parkinson, entre outras. Por causa disso, muitas pessoas questionam o motivo de fazer a fisioterapia, já que permanecerão com a doença de um jeito ou de outro. Frente a essa objeção que muitos pacientes apresentam, você precisa saber explicar com clareza qual é a função da sua intervenção como profissional nesse caso.

Um dos principais objetivos do fisioterapeuta neurofuncional é retardar o comprometimento, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes. Além disso, é importante também readaptar o indivíduo à sua nova realidade, estimulando o convívio social que, muitas vezes, é perdido, pois as pessoas que apresentam algumas das doenças mencionadas acima costumam se isolar.

Veja abaixo outros objetivos importantes:

  • prevenir o desenvolvimento de doenças pulmonares, estimulando o movimento do paciente caso ele tenha condições para tanto;

  • diminuir os padrões patológicos que costumam se manifestar;

  • prevenir possíveis deformidades e a espasticidade;

  • trabalhar na manutenção ou aumento da amplitude de movimento;

  • estimular a memória e habilidades cognitivas;

  • realizar condutas que ajudem o paciente nas AVDs.

É muito importante estimular os movimentos do dia a dia do indivíduo. Por exemplo, um portador de Parkinson tem muita dificuldade em controlar os movimentos finos, como abotoar a roupa. Exercícios de pinçamento, como pegar bolas de gude com a ponta dos dedos e transportá-las de uma caixa para outra, é uma ótima opção.

3. Em que locais esse profissional pode atuar?

Como a fisioterapia neurofuncional, também chamada de fisioterapia neurológica, pode atuar nas mais diversas faixas etárias, o campo de atuação é bem vasto.

Esse especialista pode atuar em hospitais, onde encontramos, por exemplo, pacientes com esclerose múltipla em estágio avançado, em ambulatórios, em clínicas de uma forma geral e também atuar como fisioterapeuta domiciliar.

A fisioterapia domiciliar é essencial para o tratamento desse tipo de patologia. Isso porque boa parte dos portadores de doenças neurológicas fica acamada e é dependente, fisicamente e intelectualmente falando, de outras pessoas. Como muitos cuidadores não têm como levar os pacientes até os locais de tratamento e, em muitas cidades, a prefeitura não disponibiliza transporte para isso, prestar atendimento na casa do paciente é ideal.

4. Quanto o fisioterapeuta neurofuncional costuma ganhar?

A resposta para essa pergunta é bastante subjetiva, pois depende muito da região em que você atua e também do tipo de trabalho — hospital, em domicílio, ambulatório. Além disso, com o passar do tempo você passa a ser mais conhecido e reconhecido pelo mercado de trabalho. É uma situação que lhe permite cobrar mais pelos serviços oferecidos, já que possui maior experiência na área.

O salário de um profissional iniciante pode chegar a R$ 2.400 e, depois de 4 anos de atuação, esse valor pode subir para R$ 3.500. Depois de 8 anos de experiência e trabalhando em uma grande empresa, a remuneração pode alcançar os R$ 6 mil.

5. Como se especializar em fisioterapia neurofuncional?

Para atuar como fisioterapeuta especialista você precisará fazer uma pós-graduação em Fisioterapia Neurofuncional. Nela, você aprenderá um pouco mais sobre as patologias já citadas neste conteúdo e todas as repercussões neuromusculares que são de responsabilidade do tratamento fisioterapêutico. Uma especialização dura, em média, 2 anos.

De fato, você pode atuar na área neurofuncional sem ter uma especialização, porém, as empresas que pagam melhor buscam por um profissional devidamente qualificado no mercado. Além disso, quanto mais conhecimento sobre o assunto de forma específica, melhor será o tratamento ofertado aos pacientes e mais rápido virá o reconhecimento pelo seu trabalho como profissional da área.

Fique atento ao escolher a instituição para fazer a sua especialização em fisioterapia neurofuncional. Veja se o certificado é reconhecido pelo MEC e se as disciplinas atendem ao esperado de um curso como este, como bases fisiológicas do sistema nervoso, avaliação neurofuncional, escalas de avaliação neurológica, reabilitação vestibular e outros.

Com todo esse conhecimento em mãos, você também poderá fazer a prova que é aplicada pelo Coffito, uma vez por ano e, caso seja aprovado, recebe o Título de Especialista Profissional.

Quer saber como se tornar um fisioterapeuta especialista? Então, entre em contato conosco!

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