Sabe-se que apesar dos avanços tecnológicos, novos equipamentos não são suficientes para dar conta do processo terapêutico, atuando apenas como coadjuvantes. Os profissionais devem tratar o paciente e não a doença, objetivando descobrir a causa de seus problemas.
O Osteopata Philippe Pailhous apresenta a OSTEOPATIA como o caminho para se diagnosticar e tratar as lesões / disfunções de mobilidade do corpo.
Conversamos com ele para entender melhor o que é a OSTEOPATIA e de como pode ser usada no tratamento dos pacientes.
1. Quem pode trabalhar com Osteopatia?
Como em todas as outras profissões, apenas os diplomados em osteopatia podem trabalhar e praticar a osteopatia.
2. A osteopatia é uma técnica ou faz uso de várias técnicas manuais?
A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica a Osteopatia como “Medicina Não Convencional”.
A Osteopatia, fundada em 1875, por Andrew Taylor Still, é uma filosofia aplicada, com um conceito original, realizando um diagnóstico osteopático e apresentando técnicas próprias; tanto o diagnóstico quanto o tratamento são, exclusivamente, manuais.
3. Qual o grande diferencial que o profissional que usa a osteopatia no tratamento do paciente pode oferecer?
São vários: além de permitir um diagnóstico osteopático de disfunção/lesão tissular em geral e articular, em particular, a aplicação da manipulação específica à disfunção encontrada, permite o retorno imediato ao funcionamento fisiológico, de forma não iatrogênica.
4. Quando uma pessoa deve procurar o tratamento osteopático?
O tratamento osteopático pode ajudar as pessoas portadoras de dor, de uma forma geral, desde que não tenha qualquer origem infecciosa, inflamatória ou tumoral, ou seja, é bastante indicada aos portadores de dor lombar, cervical e torácica, assim como, nas ciatalgias, algumas cefaléias, nas doenças relacionadas ao trabalho, nas tendinites, nas alterações musculares (miofasciais), nos problemas digestivos funcionais, respiratórios, dentre outros.
5. Quais as etapas do diagnostico/tratamento?
A escolha das técnicas está na dependência do diagnóstico, das indicações e contra- indicações, de cada caso.
6. Quais as contra-indicações formais da técnica ?
São formalmente contra indicadas as patologias inflamatórias, infecciosas e tumorais.
7. Como são feitas as sessões ? Semanais , mensais etc.
As sessões dependem de cada caso; entretanto, podemos dizer que, em geral, são utilizadas poucas sessões: duas até cinco, durante um a dois meses; às vezes, uma única sessão é suficiente.
8. Que Terapias podem ser associadas junto ao tratamento?
As técnicas de cadeias musculares originárias das técnicas da Srta. Mezière como: “RPG” (Philippe Souchard), “Les Chaines Musculaires” (Leo Busquet), e o “Isostretching”, (Bernard Redondo) são complementos normalmente interessantes.
9. Que casos são os mais beneficiados com a Técnica sem a associação de outras terapias?
Em primeiro lugar, gostaria de enfatizar de que a Osteoaptia não é uma técnica, e sim, uma profissão, já que para ser Osteopata é necessário estudar pelo menos durante cinco anos e graduar-se em Osteopatia.
Respondendo à sua pergunta, a Osteopatia é o tratamento de eleição quando o paciente apresenta uma disfunção considerada osteopática.
Algumas vezes, o tratamento osteopático trará bons resultados, mas deverá também ser complementado ou associado a outras formas de terapias.
Apresentação do entrevistado:
Nascido na França, na cidade de Albi, é graduado em Osteopatia, além das graduações em Educação Física e Fisioterapia, com especialização em fisioterapia respiratória.
Reside no Rio de Janeiro, desde 1967, tendo introduzido a fisioterapia respiratória em nosso país, na ABBR , em 1968, no Rio de Janeiro, aonde ministrou o “Primeiro Curso de Fisioterapia Respiratória do Brasil”.
Em 1984, foi responsável pela introdução e pela organização do primeiro Curso de Formação em Osteopatia no Brasil, ministrado pelo Prof. Bernard Quef, Osteopata DO. , no Rio de Janeiro.
Desde então dedica-se integralmente ao ensino, divulgação e a prática da Osteopatia, tendo realizado cursos de formação no Rio de Janeiro, São Paulo, Londrina, Porto Alegre, Joinville, dentre outros.